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SÚPLICA DA NATUREZA

(Soneto feito a duas mãos)

Perfeita natureza comunica

aos seres em estrita comunhão,

e até à criatura que, impudica,

faz mal a todos sem retaliação.

Não há razão, e o mal se justifica,

abominável ato sem perdão.

Mas há a desrazão que modifica

qualquer pequeno gesto em compulsão.

Pensar no bem que assim melhor comove

o semovente que na terra move

enquanto busca luz para viver.

Por isso, a natureza sempre alcança

o zênite que traga a esperança

de ser feliz e, então, sobreviver.

Rogério Marques Sequeira Costa e Murilo Amaral do Prado Castro
Enviado por ROGER BUENO em 09/06/2026
Alterado em 13/09/2026
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