


(Soneto feito a duas mãos)
Perfeita natureza comunica
aos seres em estrita comunhão,
e até à criatura que, impudica,
faz mal a todos sem retaliação.
Não há razão, e o mal se justifica,
abominável ato sem perdão.
Mas há a desrazão que modifica
qualquer pequeno gesto em compulsão.
Pensar no bem que assim melhor comove
o semovente que na terra move
enquanto busca luz para viver.
Por isso, a natureza sempre alcança
o zênite que traga a esperança
de ser feliz e, então, sobreviver.