


A rosa com seus aromas exala
fragrância a pulverizar a vida.
Até no banzo triste não se abala,
sabendo ser a flor mais destemida.
O cravo galhardão, que não se cala,
prostrou-se aos pés da Rosa tão querida.
Flagrante seu amor por ela fala,
receio da paixão compadecida.
Percebe-se nos espinhos ser frágil,
a delicada pétala despenca
no beijo doce do colibri ágil.
Na dureza do seu fim não é fácil
morrer entrelaçada numa penca,
fincada no adereço belo e grácil.